Busca por melhores salários, qualidade de vida e novos desafios leva profissionais mais experientes a repensarem seus caminhos; planejamento e habilidades transferíveis podem facilitar a transição
Mudar de carreira depois dos 30, 40 ou 50 anos deixou de ser uma decisão incomum. Profissionais mais experientes também têm repensado seus caminhos em busca de melhores salários, qualidade de vida, novos desafios e maior alinhamento entre vida pessoal e profissional.
Análises baseadas no relatório Korn Ferry Workforce 2025 apontam que 58% dos profissionais brasileiros com mais de 40 anos demonstram intenção de trocar de carreira nos próximos anos, acima da média mundial, de 47%. O movimento mostra que a experiência acumulada pode ser aproveitada em uma nova trajetória profissional.
Por que profissionais estão mudando de carreira
Entre os principais fatores que motivam a mudança estão a busca por melhores salários, citada por 64,8% dos profissionais, a qualidade de vida, mencionada por 42,7%, e a insatisfação ou falta de realização profissional, apontada por 36,6%. Saúde mental e física também aparecem entre as razões, com 29,2%.
“O profissional muda ao longo da carreira, e suas prioridades também. Uma escolha que fazia sentido em determinado momento pode deixar de fazer sentido anos depois. A experiência permite olhar para essa trajetória com mais maturidade e identificar novos objetivos”, explica José Tortato, COO do Banco Nacional de Empregos (BNE).
Experiência pode ser um diferencial na transição
Mudar de área não significa necessariamente começar do zero. Competências desenvolvidas ao longo da trajetória, como comunicação, liderança, organização, negociação e relacionamento interpessoal, podem ser aproveitadas em diferentes funções.
“Uma transição de carreira envolve posicionar aquilo que o profissional já sabe fazer em um novo contexto. O desafio é identificar quais experiências continuam relevantes e quais conhecimentos precisam ser desenvolvidos para a nova área”, afirma Tortato.
Como se preparar para uma nova carreira
Antes de tomar uma decisão definitiva, o profissional deve pesquisar o mercado, conhecer a rotina da nova área e identificar quais qualificações são exigidas. Cursos, certificações e experiências práticas podem ajudar a desenvolver novas competências e avaliar a adaptação ao novo setor.
O planejamento financeiro também pode ser importante, principalmente quando a mudança envolve um período de redução de renda. Uma reserva equivalente a três a seis meses do custo de vida pode oferecer maior segurança durante a transição.
Outra etapa é adaptar o currículo para a nova área, destacando experiências e habilidades transferíveis que tenham relação com o novo objetivo profissional. O networking também pode ampliar o contato com profissionais e oportunidades do setor desejado.
“Não existe uma idade certa para mudar de carreira. O mais importante é transformar a vontade de mudança em uma decisão planejada, considerando os objetivos, os recursos disponíveis e as competências que precisam ser desenvolvidas”, finaliza o COO do BNE.
Sobre o Banco Nacional de Empregos
Há mais de 20 anos no mercado, o Banco Nacional de Empregos (BNE) é um dos sites de currículos mais importantes do Brasil. O principal objetivo é facilitar a interligação entre o empregador e empregado no mercado de trabalho de maneira rápida e eficiente. O BNE conta com mais de 135 mil empresas cadastradas, que buscam currículos diariamente e oferecem diversas novas oportunidades de trabalho todos os dias.
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